SL Paraitinga, Natividade e Catuçaba

Carnaval regado a muitas cores da natureza e tranquilidade

São Luíz do Paraitinga, Natividade da Serra e Catuçaba (SP)
Passeio realizado em Fevereiro de 2016.

 

Dizem por aí, que uma das maiores paixões do brasileiro é o carnaval. Não sei se isso confere, mas até que eu gosto um pouco dele sim, porque sempre me proporciona alguns dias de folga, rsrs 😉

Eu nunca fui de ir em desfiles, ficar em bailinhos, me fantasiar e tal, prefiro ficar no sossego mesmo. Então, aproveitei a paixão por viajar para curtir mais uma vez a natureza e em 2017, mais um Eco-Carnaval (primeiro foi em Delfinopólis/MG – 2015 e depois em Ilha Grande/RJ – 2016).

Apesar de querer fugir do murmurinho, a cidade eleita desta vez foi São Luíz do Paraitinga, famosa pelos blocos de rua e marchinhas; mas como até então, não conhecia e nunca tinha participado de uma festa deste tipo, valeria a pena ficar pelas redondeza e a opção foi pela pacata Natividade da Serra onde, após algumas pesquisas na net, descobri a Eco Pousada Canaã da Serra – Mata Atlântica – SP, há poucos km de distância dos locais dos agitos. Mas, no fim, a prefeitura “cancelou” o carnaval na cidade e ela ficou praticamente para sem ninguém: poucos turistas, poucos blocos, mas valeu muito a pena.

Fui de carro alugado e cheguei por lá no sábado bem cedinho. Rodovia ainda bem tranquila e foi bem fácil achar o lugar onde passaria o feriadão. E foi uma escolha e tanto, que agradou o estômago, o bolso e a mente. Fui recebida com um belo café da manhã da Família Mulareks… O casal Luciana e João foram os melhores hosts do mundo, tratamento como parte da família e realmente isso aconteceu: foram várias refeições juntos, brinquei muito com o pequeno Ben, a Liz e a Eloá, filhos deles e a diversão foi maior que do que a esperada.

O lugar é amplo, limpo, bem cuidado, com o Rio Ribeirão Grande passando por trás da casa, perfeito para pesca e apreciação. E sem contar que eles transformaram o espaço com horta, árvores frutíferas, banheiro eco-sustentável, chalé externo com materiais reaproveitados… um verdadeiro paraíso ecológico,com aulas de biologia, sustentabilidade e natureza viva.

Por isso, no sábado foi dia de curtir a Eco-Pousada. Pesca e visita a uma cachoeira há menos de um 1km de distância da casa. Dia bem tranquilo, daqueles bem paz e sossego que todo mundo merece.

Na manhã do domingo, conheci um outro casal + sua filha que ficaria o final de semana por lá (eles reservaram a pousada pelo AirBnB; eu fiz contatos por e-mail e whats) e após o belo café da manhã (novamente, qui dilícia), bora sair do conforto e colocando o pé na estrada, bora conhecer as cachoeiras do Distrito de Catuçaba, onde:

Trilha das 7 Cachoeiras: Logo na entrada desta área privada, já se avista a cachoeira que fica próxima ao portão, mas muito cara a taxa de visitação (incluía guia, alimentação, mas achei o valor bem acima da expectativa) e aí fui embora;

Cachoeira do Renó: Estava no caminho e passei na frente; era pegar a estrada e seguir alguns km a dentro, mas optei por passar na volta, aí já viu, foi esquecida;

Cachoeira do Chapéu: Fácil de achar. Só abrir a porteira e subir. É grátis. Só não se esqueça de levar de volta seu lixo e deixar a porteira fechada;

Cachoeira Fazenda Vitória: Taxa de $10 para entrar e o lugar possui uma boa estrutura para pequeniques, tem uma piscina natural e ótimo local para boas fotografias. Escolha do almoço:  uma panqueca de frango deliciosa com arroz e salada por $20,00;

Cachoeira Grande: Pouco mais afastada, fica em Lagoinha. Só que como havia chovido muito alguns dias antes, fui informada que deveria estar muito cheio por lá e devido à chuva, água muito barrenta. Como era mais distante, ideia abortada e hora de voltar para “casa”.

Na segunda-feira, depois do café, o João da Pousada foi o guia da vez, levando para dar uma volta no bairro e conhecer Vargem Grande. Lá está localizado o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Santa Virgínia. Infelizmente não deu para fazer nenhuma trilha: o local estava sem funcionários, sem apoio e sem estrutura adequada, devido à falta de manutenção (isso foi em fevereiro de 2017, espero que tenha sido resolvido). Somente com guias de fora e turmas grandes para fazer o passeio (lá é onde começa a Trilha do Pico do Corcovado). Eu até levei meu passaporte, mas sai sem carimbos. Uma pena um lugar tão bonito, cheio das tradicionais Palmeira Juçara (onde você extrai a polpa, muito parecida com açaí e palmito), mas largado.

E terça feira, oficialmente carnaval, bora para o Centro Histórico de São Luíz do Paraitinga curtir o vilarejo e os bloquinhos. E confesso, muuuuuitoo legal. Uma graça tudo, famílias participando, fantasias simples, coletividade e segurança, já que mesmo sem patrocínio e com o cancelamento da verba por parte da prefeitura, a cidade tinha alguns turistas ainda firmes e fortes. E, além de alguns blocos, uma atração do carnaval da cidade são os bonecões que, neste ano, estavam espalhados enfeitando as ruas.

A arquitetura de São Luíz encanta com seu jeito rústico, estilo colonial; a cidade preserva antigas características e tranquilamente você realizada um city tour andando pelas calçadas, onde vemos lindos casarões, ladeiras, capelas, praças, coretos e fontes, sem contar com o colorido das pinturas que alegram nossos olhos.

E na volta para a Pousada, uma última parada com uma plaquinha bem pequena do lado de uma casa à beira da estrada, mas valew, o lugar é legal, com vários pontos para comer e se banhar, bem família e sossegado.

Enfim, depois de 4 maravilhosos, inteiros e completos dias, chegou a quarta feira de cinzas. Após mais um ótemo café da manhã, bora pegar a estrada e voltar “para a realidade”. Valew muito esta trip.

E vocês, já pensaram em pular o carnaval bem longe dos grandes desfiles, muvuca e agitação? Tenho certeza que os sons da natureza também farão vocês se divertirem muito. Aproveitem sempre. 😉

Vamo ki Vamo… @MochilandoNasViagens!

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