STA CRUZ de La SIERRA: Mochilão 2014 – 3º Dia 

Chegamos no Terminal Bi-Modal (Estação de Trem e Rodoviária) em Santa Cruz de La Sierra por volta das 7h30 da manhã. Cada um foi comendo o que tinha: barra de cereal, polenguinho e a maior preocupação ali era como iríamos para Sucre: avião ou ônibus. Poderíamos até passar uma noite em Santa Cruz, mas tudo dependeria da nossa decisão em ir para Sucre.

Usamos o computador de uma Lan House e vimos preços e horários para irmos de avião, mas como era um sábado, estava difícil coincidir tudo. Aí fomos verificar as empresas de bus. Aqui fica um alerta: a Rodoviária de Santa Cruz parece ser bem zuada. Tem muitas empresas e muita gente esperta te chamando. Então tome cuidado com suas coisas, pergunte tudo e negocie. Veja os ônibus, se o banco inclina ou não, tipo leito ou semi-leito, como eles guardam a bagagem, sistema eletrônico ou não de venda. Não deixe passar nada.

 

 

 

Com isso, pelo preço, pelo horário, decidimos que enfrentaríamos as mais de 14/15 horas de viagem, por estradas sinuosas à noite (argh). Xavecado conseguimos pagar Bs 70,00 (ou Bs 60,00 – não lembro ao certo e anotei os dois valores) pela empresa Bolivar (era Bs 90,00). Pagas as passagens e despachadas as malas, fomos dar uma voltinha na cidade. Em frente ao Terminal milhares de taxis, gente gritando, vendendo, enfim, tipo uma bagunça? Mas é o jeito deles de ser e viver.
Visitamos a Plaza de Armas, alguns subiram no topo da Igreja, eu fiquei na praça tirando fotos. Depois fomos em um Parque, no Mercadão Municipal, aqui as visões são até um pouco bizarras, pois o povo vende de tudo (até cabeça de boi), come a qualquer hora, ali sentado no chão mesmo e, come de tudo: pollo com papas, sopa de monte, eu não tive muita coragem de comer as coisas não. Sem contar com o suco feito nos baldões, de Chicha Morada….kkk..
A intenção no planejamento era ficar em Santa Cruz para ir até Samaipata (região onde Che Guevara foi morto), fazer a Rota do Che, mas aí teríamos que aumentar os dias de viagem. E no fim das contas, só foi passagem mesmo e mesmo com o medo da viagem, preferíamos a aventura do  verdadeiro mochilão e pegar a estrada, enfrentando as estradas de terra, ribanceiras e tudo mais.
Enfim, a tarde voltamos para o Terminal, pois o ônibus saia às 16horas e aqui uma nova aventura. O ônibus não era um dos piores mas não tinha banheiro e só de entrar parecia que já dava vontade, mas tinha que enfrentar. O bom é que é a noite, ai quando você consegue dormir, a vontade de urinar passa, rsrsrs. Ele parou duas vezes e olha a importância de sempre levar papel higiênico com você. Na primeira parada, fomos no banheiro sem descarga e la vai a gente encher o balde depois a parada é na moitinha mesmo. E detalhe a noite faz muito frio… então já deixe coberta ou muitas blusas com você.
E chegamos à Sucre, a capital constitucional da Bolívia e capital do Departamento de Chuquisaca, além de ser também a 5ª cidade mais populosa do país. Localizada a 2.810 metros (9.200 pés) de altitude, sendo portanto, uma das cidades mais altas da América do Sul. E em 1991, seu centro histórico – que conserva grande parte do patrimônio boliviano – foi incluído no Patrimônio Mundial da UNESCO. 😀
VALORES:
Ônibus Santa Cruz de la Sierra até Sucre = Bs 60/70,00
Taxi ida e volta Terminal Bi-Modal = Bs 15,00
Taxa de uso do Terminal = Bs 3,00
Internet no Terminal = Bs 4,00
Banheiro no Terminal = Bs 2,00
Almoço = Bs 22,00

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