DUBLIN – IRLANDA: A Pequenina na Terra dos Leprechauns . . .

 Realmente, não é fácil ficar em um país estranho, com uma língua estranha por tanto tempo. Mas se você realmente quiser, você se adapta. Você aprende a conviver e curtir!

 Quando cheguei aqui na Irlanda, um irlandês foi me buscar no aeroporto. Fiquei pensando: nossa como vou falar com ele? Mas até que foi fácil. Naquele, 28 de fevereiro de 2009, acontecia um jogo de rugbi na cidade, exatamente no Croke Park, um dos maiores estádios de Dublin e, ele, estava ouvindo o jogo pela rádio.

A casa que eu fiquei. E detalha, por lá muitas casas são assim.

No trajeto até a casa da host-family que eu ficaria, conversamos um pouco, consegui me comunicar. Ele perguntou-me de onde eu era. Falou sobre o jogo e perguntou-me sobre futebol. A primeira coisa que os estrangeiros lembram quando falamos do Brasil. Achei curioso como eles são fanáticos por esportes por aqui. Eles vestem a camisa mesmo. É muito bonito de se ver: nenhuma briga, famílias inteiras indo para o estádio, bem legal.

A dona Elizabeth

Bom, quando cheguei à casa, quem me recepcionou foi a mãe da dona da residência. Na verdade a minha “mãe” irlandesa tinha ido visitar o pai, que mora na Espanha. Então, ela era a mãe da minha acolhedora e cuidava da casa. Neste caso, o lugar que fiquei é só pra isso: receber estrangeiros. A minha acolhedora tinha em torno dos 30 anos e na casa mais 4 quartos que ela alugava para estudantes. A agência reservou a casa por 15 dias e nos meus últimos 5, chegou uma espanhola por lá também. Voltando, ela então me mostrou o quarto e disse que o jantar estaria pronto às 9 horas. Eram 8 e pouquinho, quando eu cheguei na casa.

Uma coisa chata desta casa era que a cozinha ficava trancada. No pacote eu só tinha cafe da manhã e a janta … e tudo já era colocado pra mim na mesa. Essa era a cachorra que tomava conta da cozinha, hehe.

Coloquei algumas coisas na gaveta, na verdade, só iria ficar lá duas semanas e nem desfiz as malas (trouxe duas comigo) e, desci para o jantar: hambúrguer, purê de batatas e cenoura cozida. Comida sem sal, mas para mim estava ótimo. Não falei com ela, pois ela ficou vendo TV (o nome dela era Elizabeth). Detalhe, com uma cachorra enorme e linda, que se chamava Angel. Terminei de comer e fui dormir, estava exausta e ela só me disse, café da manhã às 9 horas, porque no outro dia era domingo.

Na manhã seguinte, a mãe me perguntou algumas coisas. Até que consegui me comunicar com ela numa boa. E ela me explicou como chegava ao centro da cidade. Andei o domingo todo. Procurando a minha escola, vendo os monumentos da cidade, tirando várias fotos.Bom… Aí, precisava voltar pois estava escurecendo… oh, dureza, me perdi. Achei que seria fácil e não anotei todos os nomes das ruas. Fiquei pelo menos uma hora perdida e dando voltas, tudo parecia tão igual, casas velhas, o tempo cinza, até que me “achei” e voltei pra minha host-family, como chamamos aqui a casa das famílias que alugam quartos para estrangeiros. A casa ficava a 30 minutos caminhando do centro. Mas este foi o primeiro fato que me levou a ter durante um tempo o apelido de perdida, rsrs. Depois eu aprendi depois a andar em qualquer lugar. E estas foram as primeiras horas na Terra dos Leprechauns, os Duendes da Irlanda. 😀

 

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